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quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

Alterações climáticas ... E se cada um fizesse a sua parte?

 A moda das modas! Sem reflexão, sem pensamento crítico, sem responsabilização individual.

Todas as conversas vão parar ao tema. Para definir Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, para preparar manifestações, para referir que "os governos" deveriam acabar com combustivéis fósseis, acabar com plásticos, promover energias verdes... para jsutificar acontecimentos; chove, cheias,... culpados alterações climáticas, há incêndios.... alterações climáticas,... acabar com carne.... alterações climáticas...

E para muitos acresce a isto, dizer que a culpa disto tudo é do dinheiro. Parece que até temos que ter vergonha de ter dinheiro, mesmo que trabalhemos muito para isso.

Os outros terão sempre que fazer alguma coisa para resolver esta questão, que não nego, existe. Os outros! Cada um dos que exige ações, simplesmente continua a usufruir dos seus luxos imediatos sem sequer refletir sobre o assunto.

O foco deste texto não é negar a questão. É mais refletir um pouco sobre as medidas que se tomam para, iludir que se faz alguma coisa e/ou para sacudir a água do capote. É sempre com os outros.

Então e nós? Cada um de nós, o que está a fazer?

Olhemos para algumas situações:

- Energia verde - tão bons que nós somos porque estamos a promover energia verde. Uma boa parte dos terrenos agricolas e fértis deste país deixaram de dar alimento para passar a ter grandes parques de paineis fotovoltaicos. Basta fazer uns quilómetros para observar esta nova realidade. Maravilhosa segundo alguns. Então e as espécies (fauna e flora) que viviam nestes espaços? Então e as toneladas de alimentos que deixaram de ser produzidos? E já nem falo da poluição paisagística. E o que vamos fazer com os resíduos destes parques, durante a vida e no final de vida destes paineis?

Ah... desculpem,... eu sou muito ignorante,... qualquer um sabe que isto não polui... também qualquer um sabe que um dia destes podemos comer painéis... e não existe paisagem mais maravilhosa que uns bons hectares de painéis!


Subsídios para mudar eletrodomésticos para eléctrico - não aprendemos mesmo nada. Nem o apagão nos serviu! Ah,... desculpem... sou mesmo burra, claro que isso não vai voltar a acontecer, nem teremos nunca falta de energia... Ainda assim, vou continuar contra a maré... quando comprei a minha casa tinha tudo eléctrico e estou num processo de assegurar uma opção a gás, quem sabe a minha burrice um dia me é útil.

Acabar com consumo de carne - coitadas das vacas que tanto poluem com a sua mastigação!!! E mais uma vez nem sequer nego isso.

Mas o problema da carne será existirem vacas para nós comermos carne? Serão só as vacas ou será o uso que cada um faz dos alimentos? ou será que cada um de nós os poderia respeitar bem mais?

É criminoso a quantidade de comida que se desperdiça. Basta almoçar ou jantar fora e observar como ficam os pratos, raros são os que não ficam com comida no prato, uma porque tem gordura, oura porque tem pele, outra porque tem espinha, outra porque é chique deixar no prato... houvesse fome, ver se o prato não ficava vazio. E em casa, é no mínimo igual.

A quantidade de comida que se estraga,... que nem sequer vai ao prato, é ainda mais criminoso; as frutas que não tem a medida ou a cor, gostamos muito de produtos biológicos mas tudo tem que ter um certo verniz,... até porque na natureza, os alimentos já nascem envernizados :).

As couves, alfaces e outros alimentos expostos nos supermercados - antes de comprar há que tirar as folhas de fora, tantas vezes impecáveis, e deixar ali. Claro é lixo... 

Muitas vezes encho sacos dessas folhas e trago... doi o coração ver tanto desperdício... 

Não comemos carne, mas comemos não sei quantos produtos substitutos de... porque esses produzem sem nenhuma poluição e até são inesgotáveis... E leite também não... a bebida vegetal... até se fabrica fabrica por milagre... sem ingredientes, sem poluição...

Sacos de papel e outros recicláveis para acabar com o plástico... coitado do plástico - uma opção muito importante para alimentos, medicamentos e outros... mas não, vamos substituir o demónio.

É que o papel também deve ser milagroso, produz-se do nada, e por consequência não polui.... nem precisa de árvores nem nada.

E se em vez de tudo isto fizessemos um uso responsável dos recursos do planeta?

Será que adianta comprar sacos recicláveis se não os reutilizo e ainda os deixo no meio da rua ou junto ao caixote do lixo, mas no meio do chão?

Será que ajuda muito comprar produtos substitutos de carne, mas desperdiço uma percentagem muito grande da comida que compro?

Será que ajuda muito acabar com eletrodomésticos a gás e meter no lixo os eléctricos novos que tinha em casa? Não nos estão a financiar para fazer poluição?

Será que faz sentido substituir carros em bom estado por carros novos, só para serem elétricos? Aliás, se me preocupo com o planeta, será que faz sentido susbtituir carros enquanto os mesmos ainda cumprem a sua função? Vou fazer pergunta de outra forma; serão mesmo necessárias estas substituições? Quanto poluição criamos com elas?

Os telemóveis, os computadores, a roupa,... é mesmo necessário ter sempre o último modelo, a última moda?

Ah, e tal,... mas também temos direito a ter o que gostamos, a ter o melhor e mais recente.

Pois temos. Mas tudo na vida tem o reverso da medalha.

E se eu não faço a minha parte, porque acho que  os outros tem que fazer? Sejam os outros, pessoas, empresas, governos ou outros organismos.

Talvez valesse a pena cada um fazer a sua parte! Isso é que era!

Eu já faço a minha. E sempre fiz. Mas continuarei sempre a identificar outras formas de melhorar o meu contributo.

E já agora, não sou melhor que ninguém, tive a sorte de ter crescido na natureza e de aprender desde sempre o valor dos recursos. Sei quanto tempo demora a crescer, quanto trabalho é necessário até que fique comestível, quanta atenção é necessária - é necessário cuidar quer faça sol quer chova, ... não não aparece nos pontos de venda por milagre. 











quinta-feira, 11 de agosto de 2022

O meu contributo para o desenvolvimento sustentável...

Não, eu não sou especialista do tema. Não é nesse papel que partilho este texto. Nem poderia.

Partilho-o enquanto pessoa que habita este "nosso cantinho" há mais de meio século. Tempo suficiente para consumir alguns recursos e para cometer alguns erros. 

Ainda assim, faço parte dum grupo de pessoas que, pelas cirunstâncias em que viveu, acabou por adquirir hábitos menos agressivos para o planeta. 

Deixo um resumo do meu contributo; passado e atual.

Faço parte; 

  • dos que viviam com uma muda de roupa que se lavava ao fim de semana, à mão no poço e secava ao vento - e ainda era roupa dada por familiares e amigos,
  • dos que não tinham carro nem bicicleta - fazia duas horas a pé para escola e o mesmo para ir à vila tratar das compras ou outros assuntos. Para brincar fingia que tinha um carro pegando na roda de um cântaro, rodando as mãos e fazendo um brummm tipo barulho de carro em movimento, 
  • e os poucos brinquedos que existiam eram feitos de paus do chão, folhas de árvores ou simplesmente de terra: por exemplo fazia carteiras com folhas de medronheiro e agulhas de pinheiro, brincava às padeiras amassando terra com água e fazendo pão, contruía casas com pedrinhas e paus,... ,
  • dos que não tinham carne nem peixe(e muito substitutos de...) a todas as refeições e quando havia era toucinho ou sardinhas de escabeche - compravam-se ao quarteirão e depois de fritas davam para uma semana , 
  • não tinham champô, gel e afins (quanto mais maquilhagem!) - usávamos sabão clarim ou azul e branco para o banho, para o cabelo e para roupa, 
  • dos que tomavam banho ao fim de semana num alguidar junto à lareira e secavam o cabelo baixando a cabeça para apanhar o calor da mesma lareira, 
  • dos que para se aquecerem no inverno tinham a lareira com lenha que eles próprios faziam - não  havia electricidade, 
  • dos que estudavam, comiam e faziam tudo o resto à luz de uma candeia),
  • dos que levavam uma alcofa para trazer as compras que usavem até rebentar e mesmo assim ainda era remendada,
  • dos que levavam os sapatos ao sapateiro até não ser possível "remendar" mais,...

Hoje já não faço algumas destas coisas.

Mas, tendo em conta que não me dei mal, continuo; 

  • a usar roupa até que se rompa ou danifique de qualquer outra forma, 
  • a adaptar/transformar as roupas mais usadas ou que deixam de servir,
  • a fazer panos para limpeza ou peças de artesanato, por exemplo rodilhas, das roupas que esgotaram as opções anteriores,
  • usar malas, pastas e outros acessórios até que estejam gastos,
  • a comer pouca carne e a aproveitar tudo o que sobra das refeições, 
  • a trazer os restos das refeições quando as faço fora de casa - levo caixas de casa, que reutilizo e quando se danificam coloco no local de reciclagem adequado, 
  • a ignorar a regra de etiqueta que diz que se deve deixar comida no prato,
  • a usar a aplicação to good to go para adquirir refeições e outros géneros alimentícios,
  • a manter os mesmo móveis ao longo da vida, só trocando quando se danificam,
  • a não usar máquina de secar pois seco a roupa ao ar, 
  • a ter uma única televisão que tem pelo menos 15 anos, 
  • a ter um único telemóvel que só se troca se deixar de funcionar e não tiver reparação, 
  • a ter um único computador que também só troco quando deixa de dar resposta para o trabalho que preciso fazer,
  • a ter um carro que tem 11 anos e que tenciono trocar quando deixar de andar, 
  • a beber água da torneira e reencher garrafas para levar para fora, 
  • a colocar o lixo nos respetivos separadores, mas acima de tudo a não deitá-lo no chão,
  • a levar sacos de pano para ir às compras, 
  • a reutilizar os sacos de plástico para o lixo, 
  • a usar as águas de lavar legumes para a casa de banho ou nas plantas, 
  • a tomar banho, sem deixar a água a correr o tempo todo,
  • a lavar os dentes sem deixar a torneira a correr enquanto escovo,
  • a fechar a luz sempre mudo de divisão e não esteja a usar,
  • a usar cobertores como aquecimento em vez de radiadores,
  • a manter abertas as portas do frigorífico o minímo tempo possível,
  • ...

Sim, também sei que são coisas muito pequenas e por isso poderão ser consideradas pouco significativas. Verdade. Mas não sei se sabem a história daquele Beija-flor que queria apagar um incêndio com a água que transportava no seu bico... um poderei contar... mas o resumo da história é: 

Faço a minha parte!