Lançamento livro "Qualidade para Principiantes"

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2011-1

Domingo, 4 de Março de 2012

Novos Eventos

(em que pode inscrever-se)






Dias 06 e 07 de Março de 2012 (Lisboa)   






Implementação Prática de Sistemas de Gestão da Qualidade - Respostas Sociais
10, 24 abr; 8, 22, mai; 05 jun (Abrantes - Associação Vidas Cruzadas)




Auditorias da Qualidade Internas - Respostas Sociais
22, 29 de Março  5, 12, 19, 26 de Abril (Évora - EAPN)

Dias 19 e 20 Março de 2012 (Abrantes- Associação Vidas Cruzadas)


 Qualidade em Serviços/ Atendimento ao Cliente
Dias 24 e 31 de Maio, 07 e 14 de Junho de 2012 (Évora)


Dias: 12 e 21 de Junho de 2012(Abrantes - Associação Vidas Cruzadas)




Documentação do Sistema da Qualidade
A definir 2012 (Évora - EAPN)

Vida de Gestor da Qualidade

Escrever sobre a implementação de Sistemas de Gestão da Qualidade em Portugal, pode ser demasiado abrangente e até injusto ou incorrecto da minha parte.

As minhas experiências poderão não representar aquilo que se passa na generalidade dos casos, embora pense que sim...

Hoje, atrevo-me pois a recordar a minha experiência como Gestora da Qualidade.

Foi uma experiência dolorosa e relativamente longa – cerca de 13 anos. Mas acima de tudo uma experiência muito enriquecedora.

Tentando ser mais clara, o que pretendo dizer é que como gestora da Qualidade tive que ultrapassar muitos obstáculos, na maioria das vezes sozinha.

Tentando fazer um pouco de história… da minha história, mas penso que é idêntica à de muitos outros Gestores da Qualidade.

Numa primeira fase, gestão de topo e colaboradores manifestaram-se relativamente ao projecto da implementação do Sistema de Gestão da Qualidade com grande entusiasmo. Infelizmente não pelos melhores motivos…

A sensação que tenho é que a maioria das pessoas acredita que a implementação do SGQ vai ajudar a corrigir o que pensam estar mal na actuação dos outros/das outras áreas.

É estranho, mas é raro ouvir alguém dizer “Ainda bem que vamos fazer isso porque nessa sequência vou melhorar a minha forma de actuar ou vamos melhorar a nossa área”. Em vez disso, ouve-se com muita frequência algo do género: “ Gosto muito da ideia porque assim pode ser que tenham (os outros) que melhorar”.

A partir do momento em que passamos do anúncio do inicio do projecto para a concretização em si, as reacções vão variando. O inicio do projecto implica o envolvimento (leia-se, discussão, análise, realização da documentação, implementação, … enfim, trabalho) de toda a gente, mas essencialmente dos “donos" dos processos. E aqui mais uma vez existem vários tipos de reacções:

  • a. mais uma vez, os que aproveitam o facto de se poderem definir regras para tentar definir exigências para os outros (Ah sim, porque para eles não é necessário, já actuam correctamente!);

  • b. os que acham que eles até participam nas discussões/reuniões de trabalho e a qualidade elabora a documentação e vai exigir o seu cumprimento - colocam o gestor da qualidade no papel de seu escriturário e de polícia/mau da fita;

  • c. E felizmente, também existem aqueles que se colocam do lado do Gestor da Qualidade, e querem saber tudo sobre todas as exigências dos requisitos que lhe digam respeito. São os que além das actividades calendarizadas, chamam sistematicamente o gestor da Qualidade solicitando que este os ajude a encontrar a melhor solução para cada situação.

Claro que eu, e penso que os restantes Gestores da Qualidade também, gostaria que todos os intervenientes tivessem reacções do tipo referido na alínea C. Mas o mundo é composto pela diversidade e as Organizações fazem parte desse mundo.

Constatadas estas diferentes reacções, penso que a melhor opção (foi pelo menos aquela que segui) é tentar agir de forma pedagógica de forma a tentar influenciar comportamentos / reacções.

O lema é o diálogo e a demonstração sistemática das vantagens que se podem obter pela participação, pelo uso do direito de decisão, no fundo por serem os próprios a definir objectivos, formas de planear, de realizar, de controlar e de melhorar as suas áreas.

Não é fácil esta tarefa! As pessoas têm dificuldade em entender que fazer parte do projecto de implementação de um sistema de gestão da qualidade, nada mais é do que fazer parte de um projecto de melhoria da sua área, do seu trabalho, e em última análise, da sua qualidade de vida.

Fazer passar esta mensagem torna-se difícil porque as vantagens não são visíveis de imediato. Mas vão aparecendo…

Quando a estrutura documental começa a tomar forma e quando começamos a implementá-la, pouco a pouco, vão aumentando os adeptos até um patamar que poderemos considerar bastante bom.

Há no entanto algo estranho: Fazemos um percurso de meses a dar passos pequenos mas consolidados até conseguirmos andar normalmente. Melhor, até conseguirmos correr… Congratulamo-nos, festejamos, apostamos que estamos no caminho certo e que a partir de agora vai ser mais fácil. A melhoria será mais evidente e havemos de conseguir coisas muito interessantes.

É verdade que estão lançadas as condições, mas não podemos deixar de fazer pressão (controlar, ou talvez motivar/seguir/fazer crescer seja bem mais interessante) nem um minuto sequer. Se o fizermos, quando nos apercebemos, as coisas já não estão tão bem como seria de prever na altura dos festejos.

Há uns anos atrás quando falava com o Director Geral da empresa onde fui Gestora da Qualidade sobre isto, ele animava-me dizendo: “Oh Maria de Lurdes, isso não se passa só com a Qualidade, passa-se com todos os temas. Assim que deixamos de apontar a arma, … é estranho… parece que as pessoas que há duas semanas sabiam muito bem como se fazia (!) de repente se esqueceram …”

Sim, talvez isto aconteça com todos os temas. Estou convencida que acontece mais com temas cujos resultados não são visíveis de imediato. Os temas cujo objectivo são resultados (€) são seguidos mais de perto. A chefia segue, acompanha, elogia, … motiva no fundo.

Os restantes, … As organizações não dão à qualidade a importância que dão às vendas, à produção, ou outras. E nessa sequência nenhuma destas áreas entende que a qualidade seja da sua responsabilidade, pelo que colaborar com o Gestor da Qualidade é algo que fazem por frete ou simpatia – eles até tem tanta coisa para fazer e vem agora este chatear-me com tretas…

Estas são, na minha perspectiva as maiores dificuldades do Gestor da Qualidade. Dificuldades que doem. Doem muito! Parece que todos os dias nos dizem ou dão a entender que o nosso trabalho não interessa e que além disso só estamos a empatar o trabalho dos outros.

Como e que se ultrapassa?

Não sei se se ultrapassa… ou temos uma grande capacidade de auto motivação, … ou vamos andar muitas vezes no ioiô, ora estamos em cima ora estamos em baixo.

Tentei fazer algumas coisas que me ajudaram a ficar mais vezes em cima:

  • A primeira delas foi a formação. Sempre tive muita preocupação em ser rigorosa e ter conhecimento exacto daquilo que precisava fazer. Só com esse conhecimento podemos convencer os outros das vantagens do que lhe estamos a pedir e podemos responder sem problemas a qualquer auditoria.

  • O segundo, não menos importante e dentro do mesmo espírito é a troca de experiências com outras pessoas que desempenham a mesma função. Assim conseguimos identificar formas mais eficazes para conseguir atingir os nossos objectivos.

  • E por ultimo uma dose enorme de bom senso. Temos que encontrar soluções que façam sentido a cada momento e em cada situação. Não existem receitas pré-feitas e não devemos ser cegos na aplicação dos conhecimentos senão aqueles que já acham que nós os empatamos, ficam ainda mais convencidos disso.

Todas as dificuldades que referir atrás, têm uma grande vantagem: a da aprendizagem. Na minha perspectiva não é possível aprender sem experimentar. Pelo menos não é possível aprender da mesma forma.

Resumindo implementar Sistemas de Gestão da Qualidade é uma tarefa gigantesca, acima de tudo porque a maioria das organizações não olha para esta implementação como uma forma de melhorar a sua organização mas como um certificado que precisam obter.

Quinta-feira, 1 de Dezembro de 2011

O Lançamento

Encontram-se no youtube o vídeo do lançamento do livros Documentação do Sistema de Gestão da Qualidade para principiantes. Basta pesquisar pelo que se encontra em itálico

Eu gostei muito do evento. Sem vocês não faria sentido! :)

Muito obrigada a todos os que marcaram a sua presença. Mesmo!


... e para quem ainda não tenha visto, também se encontra o do primeiro livro - Qualidade para Principiantes

Segunda-feira, 21 de Novembro de 2011

Implementação Prática de Sistemas de Gestão da Qualidade em Respostas Sociais

1 – OBJECTIVOS

 Desenvolver competências para definir e implementar um Sistema de Gestão da Qualidade no 3º Sector de forma simples, eficaz e adequada a cada instituição.

Contempla a simulação das várias fases de implementação de um Sistema de Gestão da Qualidade.

Decorrerá em sessões de trabalho alternadas entre o trabalho prático em sala e a implementação desse trabalho no terreno.


2 – DESTINATÁRIOS

§  Profisionais que estão a iniciar a sua actividade enquanto gestores da Qualidade do 3º Sector

 Nota: Máximo 20  participantes.


3 – CONTEÚDOS

1º dia
Conceitos Gerais e Linhas Orientadoras:

§  Conceitos e Principios de Gestão da Qualidade
§  A NP EN ISO 9001: 2008, o EFQM e os Modelos de Avaliação da Qualidade das Respostas Sociais
§  Definição do rumo da Instituição: Visão, Missão Valores, Politica e Objectivos da Qualidade,
§  Definição dos Objectivos Estratégicos / da Qualidade e sua monitorização


2º dia
§  Definição de papéis e responsabilidades: organogramas, funções,…
§  Definição das “bases” do Sistema de Gestão da Qualidade no 3º Sector: Processos
                 Abordagem por processos
                 Definição dos processos e suas interacções


3º dia
Continuação da definição das “bases” do Sistema de Gestão da Qualidade no 3º Sector: Sistema Documental

§  Descrição e Monitorização dos processos
§  Documentos obrigatórios ao Sistema de Gestão da Qualidade no 3º Sector Definição do Sistema de Gestão Documental no que se refere a:
                      níveis de documentação;
                      interligação dos vários níveis da documentação;
                      emissão, aprovação, revisão e actualização de documentos;
                     manutenção do Sistema documental;

4º dia
Continuação da definição das “bases” do Sistema de Gestão da Qualidade no 3º Sector: Sistema Documental

§  Realização de documentos (Manual da Qualidade, Procedimentos, …
§  Formas divulgar/formar os colaboradores
     (Reconhecer a necessidade de tornar o Sistema Documental amigável);


5º dia

Definição das Metdologias: actividades realização e Gestão de Recursos e Parecerias

§  Definição de metodologias para gestão de recursos e realização

-        definição de competências e formação / a gestão das pessoas
          -        infra-estruturas e ambiente de trabalho / Recursos e parcerias
          -        aplicação dos requisitos da prestação do serviço

6º dia
Definição das Metdologias: Melhoria / Resultados

§  Não Conformidades, Acções Correctivas e Preventivas
§  Gerir um programa de auditorias
§  A revisão pela gestão
§  Resultados Clientes, Pessoas, Sociedade e Chave do Desempenho
§  O ciclo da melhoria
§  Dinamizar a melhoria


4 – METODOLOGIA

Serão usados métodos activos e de descoberta de forma a promover a participação e o empenhamento dos participantes em casos práticos.


5- DURAÇÃO
36h

Sábado, 1 de Outubro de 2011

Documentação do SGQ para principiantes

É bem provável que vos tenha deixado com a expressão: Havemos de cruzarmo-nos por aí.
Por motivos vários, nalguns casos isso já terá acontecido. Noutros talvez tenha faltado tempo, oportunidade ou até argumento.
Penso ter um bom argumento – o lançamento do meu 2º livro - "Documentação do SGQ para Principiantes".


No dia 21 de Outubro na FNAC Vasco da Gama às 19h:15m


Espero sinceramente que consiga reunir as restantes condições para que nos possamos cruzar de novo. Eu teria muito muito gosto na sua presença. Muito Mesmo!

Até lá!

Assiduidade...

Isto de olhar para este espaço e dar conta que escrevi pela ultima vez em Maio, faz-me pensar.

Escrever com regularidade exige, além de tempo, um estado de espirito tranquilo. Felizmente tenho tido a agenda super cheia (o que nos tempos que correm é uma benção). Uso grande parte do meu tempo a preparar e a dar resposta aos meus compromissos profissionais e depois disso, mesmo que eventualmente me sobre algum tempo, a maior parte das vezes apetece-me simplesmente NÃO FAZER NADA!

Nos objectivos que tracei para mim consta Ter disponibilidade (de agenda e mental) para poder escrever, estudar, melhorar o que faço, criar coisas novas e divertir-me com isso.

Tal como também consta Ter tempo para VIVER.
Mas eu própria não cumpri com todos os pressupostos para a boa definição de objectivos, não defini o prazo para conseguir isso e tenho vindo a arranjar desculpas que tem inviabilizado a sua concretização.
A algum tempo atrás martirizava-me por isso, hoje simplesmente constato factos e aceito-os. Não escrevo tão pouco por falta de respeito por quem procura este espaço, escrevo pouco por respeito pelo limite das minhas capacidades.

Vamos ver se um dia destes consigo tornar a definição dos objectivos mais rigorosa. E logo mais concretizável. :)



Sábado, 7 de Maio de 2011

Novo Livro

O novo livro já está a paginar. :) !

Chama-se Documentação do Sistema de Gestão da Qualidade para Principiantes e como o nome indica o tema é a realização e gestão da documentação.

Pretende ser um auxiliar para os principiantes destes temas e está, como sempre, escrito em linguagem simples. Apresenta um conjunto completo de documentação, através duma empresa que se disponibilizou a participar.  Obrigada por isso,  Isabel.

O motivo porque escrevo e porque o faço desta forma está no inicio do livro. Deixo só um cheirinho abaixo.

"...

Serão alguns os que se questionam “porque raio” ocupo parte do meu tempo a escrever livros com abordagens tão simples e coloquiais.
Talvez explicando algumas histórias do meu percurso, passe a fazer sentido.
...
...
...

Embora tenha mudado a direcção da minha carreira profissional, continuo a ter o mesmo objectivo: fazer algo que possa motivar pessoas, ajudá-las a crescer, a serem melhores profissionais, melhores pessoas e acima de tudo mais felizes. E fazer tudo isso de forma simples, prática e de preferência divertida. Cumprindo este objectivo em relação aos outros estou a cumpri-lo também em relação a mim mesma!
É por isso que faço formações lúdicas, que escrevo livros em linguagem simples e coloquial, que utilizo histórias e exemplos práticos para ilustrar aquilo que digo.
Eu aprendo algo novo todas as vezes que preciso passar para o papel aquilo que tenho na cabeça; quando pesquiso e comparo para poder escrever, quando recebo comentários de quem lê ou de quem ouve…
Espero que este livro seja tão simples quanto o necessário para que possa crescer."

O lançamento vai ser em Setembro. Conto convosco!

Sábado, 26 de Março de 2011

Geração à rasca ou mal habituada


O texto não é meu e tenho pena mas não sei quem escreveu...
Mas revejo-me nele na perfeição. Sim eu também vendi cafés, vestidos de noiva, lavei casas de banho, fiz camas,... e sei lá mais o quê. Algumas destas coisas depois de terminar a faculdade.


"A geração dos meus pais não foi uma geração à rasca. 

 
Foi uma geração com capacidade para se desenrascar.

Numa terriola do Minho as condições de vida não eram as melhores.

Mas o meu pai António não ficou de braços cruzados à espera do Estado ou de quem quer que fosse para se desenrascar.

Veio para Lisboa, aos 14 anos, onde um seu irmão, um pouco mais velho, o Artur, já se encontrava.

Mais tarde veio o Joaquim, o irmão mais novo.

Apenas sabendo tratar da terra e do pastoreio, perdidos na grande e desconhecida Lisboa, lançaram-se à vida.

Porque recusaram ser uma geração à rasca fizeram uma coisa muito simples.

Foram trabalhar..

Não havia condições para fazerem o que sabiam e gostavam.

Não ficaram à espera.

Foram taberneiros.

Foram carvoeiros.

Fizeram milhares de bolas de carvão e serviram milhares de copos de vinho ao balcaão.

Foram simples empregados de tasca.

Mas pouparam.

E quando surgiu a oportunidade estabeleceram-se como comerciantes no ramo.

Cada um à sua maneira foram-se desenrascando.

Porque sempre assumiram as suas vidas pelas suas próprias mãos.

Porque sempre acreditaram neles próprios.

E nós, eu e os meus primos, nunca passámos por necessidades básicas.

Nós, eu e os meus primos, sempre tivémos a possibilidade de acesso ao ensino e à formação como ferramentas para o futuro.

Uns aproveitaram melhor, outros nem tanto, mas todos tiveram as condições que necessitaram.

E é este o exemplo de vida que, ainda hoje, com 60 anos, me norteia e me conduz.
 
Salvaguardadas as diferenças dos tempos mantenho este espírito.

Não preciso das ajudas do Estado.

Porque o meu pai e tios também não precisaram e desenrascaram-se.

Não preciso das ajudas da família que também têm as suas próprias vidas.

Não preciso das ajudas dos vizinhos e amigos.

Porque o meu pai e tios também não precisaram e desenrascaram-se.

Preciso de mim.
Só de mim.
E, por isso, não sou, nunca fui, de qualquer geração à rasca.
Porque me desenrasco.
Porque sempre me desenrasquei.

 
O mal desta auto-intitulada geração à rasca é a incapacidade que revelam.

Habituados, mal habituados, a terem tudo de mão beijada.

Habituados, mal habituados, a não precisarem de lutar por nada porque tudo lhes foi sendo oferecido.

Habituados, mal habituados, a pensarem que lhes bastaria um canudo de um qualquer curso dito superior para terem garantida a eterna e fácil prosperidade.

Sentem-se desiludidos.


E a culpa desta desilusão é dos "papás" que os convenceram que a vida é um mar de rosas.

Mas não é.

É altura de aprenderem a ser humildes.

É altura de fazerem opções.

Podem ser "encanudados" de qualquer curso mas não encontram emprego "digno".

Podem ser "encanudados" de qualquer curso mas não conseguem ganhar o dinheiro que possa sustentar, de imediato, a vida que os acostumaram a pensar ser facilmente conseguida.

Experimentem dar tempo ao tempo, e entretanto, deitem a mão a qualquer coisa.

Mexam-se.

Trabalhem.

Ganhem dinheiro.


Na loja do Shopping.

Porque não ?

Aaaahhh porque é Doutor...

Doutor em loja de Shopping não dá status social.

Pois não.

Mas dá algum dinheiro.

E logo chegará o tempo em que irão encontrar o tal e ambicionado emprego "digno".

O tal que dá status.

 
O meu pai e tios fizeram bolas de carvão e venderam copos de vinho.

Eu, que sou Informático, System Engineer, em alturas de aperto, vendi bolos, calças de ganga, trabalhei em cafés, etc.

E garanto-vos que sou hoje muito melhor e mais reconhecido socialmente do que se sempre tivesse tido a papinha toda feita.


Geração à rasca ?

Vão trabalhar que isso passa.

À rasca, mesmo à rasca, também já tenho estado.

Mas vou à casa de banho e passa-me.



Quarta-feira, 9 de Março de 2011

Aprovação de Documentos

"Dr.ª Maria de Lurdes Antunes, boa noite.

Antes de mais os meus parabéns pelo seu blog, e por ter a nobre atitude de partilha sobre a sua experiência na área da qualidade. Qualidade nos Seres Humanos cada vez mais rara, de forma gratuita claro. :)

Escrevo para lhe pedir ajuda numa questão, relativamente ao controlo de documentos e registos, na questão da aprovação da documentação, gostaria de substituir a tradicional método de assinatura dos documentos, por um outo sistema, como por exemplo a colocação do documento no servidor da empresa, após aprovação em reunião pela gestão de topo, onde isso fosse evidenciado por exemplo com uma acta de aprovação da documentação.

Tenho duvidas, e gostava da sua opinião e sugestão, para terminar com a questão das assinaturas, se possível, claro!

Grata pela atenção dispensada.

Com os melhores cumprimentos"

--

A. F.


Olá Boa tarde,

Bem, este pedido tem umas semanas. Peço desculpa pela demora.

Obrigada pelas suas palavras. Só tento fazer o mesmo que gosto de receber.

Pois quanto à sua questão, sim claro que pode alterar o tradicional método de assinatura dos documentos por qualquer outra forma desde que consiga provar que os documentos foram aprovados por quem tem poderes para o efeito.

Os documentos podem ter vários tipos de suporte - NOTA 3 de 4.2.1 da NP EN ISO 9001:2008 "... a documentação pode ter qualquer formato ou tipo de suporte." , e em consequência a forma de aprovar também pode variar. A título de exemplo pode ser através do próprio software.

O que é conveniente é que esteja referido no procedimento de Controlo de Documentos quais os formatos que se consideram válidos, quem pode fazer o quê(ou seja quem pode elaborar, verificar, aprovar) e como.

Desde que isso esteja claro, a regra é simplificar.

Boa simplificação!

Quarta-feira, 2 de Fevereiro de 2011

O seu a seu dono.

"Boa noite


Sou gerente de uma pequena empresa de prestação de serviços na area da contabilidade.


Nos ultimos tempos tenho virado mais a minha atenção para a implementação de sisema que nos impulsionem a atingir patamares de maior qualidade no serviço que prestamos.


Não penso em obter a certificação para a empresa que tenho a agestão a meu cargo, mas pretendo implementar forma de poder obter melhores resultados nos serviços prestados.


Para conseguir tal situação baixi da internet bastante documentação e adquiri vários livros. Entre os quais um da Dr.a Maria de Lurdes Antunes - Qualidade para principiantes.


Curiosamente através de uma pesquisa de uma NP vim parar a este blogue.

Sinceramente e após tanta leitura continuo sem as minhas ideais perfeitamente definidas quanto ao sistema que tenho de criar de forma a atingir patamares de qualidade superior nos serviços que prestamos aos nossos clientes.


Certamente tal dificuldade se deve à minha falta de formação na area da qualidade. Apesar dos clientes para que desenvolvo serviço não sintam necessidade de atingirmos maior qualidade eu gostaria de implementar um sistema que me permitisse de facto poder acrescentar valor ao meu serviço, pois continuo a achar que é quando o mercado não nos obriga que devemos tomar as iniciativas, porque quando somos obrigados é sempre tarde de mais.


Estava à espera em toda a documentação que baixei da internet e nos diversos livros que comprei encontrar uma vertente mais pratica com casos concreto, com formularios, impressos onde fosse tipificado várias situações, mas realemte tenho conseguido pouco do que procurava, embora hoje seja muito mais conhecedor sobre a materia do que era no inicio e para isso como é obvio contribuiu tudo o que li.

...

"
É de facto verdade que a maior parte das coisas que encontramos é pouco prática. Da área da Qualidade ou de qualquer outra. E embora eu tenha consciência dessa necessidade e tente fazer cursos práticos, a verdade é que,... não conseguirei nunca o suficiente para o que pretende.

Deixe-me ver se  consigo explicar mudando o tema. Eu tive contabilidade na escola secundária e na Universidade. Tenho alguns conceitos, mas a verdade é que tenho a minha contabilidade entregue a um contabilista.

E por muito que eu tente e pesquise na net, em livros, blogs ou outras fontes tenho a certeza que nunca conseguirei encontrar o suficiente para vir a ser contabilista. Nem sequer para poder fazer a minha contabilidade por mim. Aliás, neste caso as Finanças exigem que a Contabilidade seja assinada por um TOC - penso eu. E um TOC não se faz frequentando pequenos cursos e lendo livros (embora isso também seja necessário).

Um profissional da Qualidade também não. Para desempenhar funções nesta área, tal como em todas as outras, é necessário a teoria, formação em sala (tanto quanto possível prática - em principio vou fazer um desses em breve - post abaixo) e experiência.

Infelizmente, tal como já referi algumas vezes neste espaço, a Qualidade é muitas vezes vista como um mal necessário e por isso não se entende que para a sua implementação seja necessário um especialista.
 
Pois mas é! E é necessário um bom especialista, com conhecimento e experiência. Pelo menos se se pretender fazer algo útil.
 
Mais do que isto, neste caso, não sei dizer.

Quarta-feira, 5 de Janeiro de 2011

Novidade: A tão esperada acção prática :)

Há muito que algumas das pessoas com quem me cruzo me referem a necessidade de acções de formação mais práticas.

Tendo em conta a minha forma de estar, isso faz todo o sentido.

Após alguns contactos encontrei uma Entidade Formadora - a SGS Academy - que aceitou a ideia e, em conjunto, definimos um curso com essas caracteristicas.

E a primeira edição começa já em Março, por isso não perca de tempo e inscreva-se.

Segue apresentação abaixo.



1 – OBJECTIVOS
Desenvolver competências para definir e implementar um Sistema de Gestão da Qualidade de forma simples, eficaz e adequada à sua Organização.

Contempla a simulação de todas as fases de implementação de um Sistema de Gestão da Qualidade desde a sua concepção até à conclusão da sua implementação.

Decorrerá em sessões de trabalho alternadas entre o trabalho prático em sala e a implementação desse trabalho no terreno.

2 – DESTINATÁRIOS
Profissionais que estão a iniciar a sua actividade enquanto gestores da Qualidade

3 – CONTEÚDOS
1º dia
  • Conceitos e Princípios de Gestão da Qualidade
  • Sistemas de Gestão da Qualidade e normas que os regem
  • Definição das “bases” do Sistema de Gestão da Qualidade: Politica e Objectivos da Qualidade,
  • Definição de papéis e responsabilidades

 
 2º dia (15 dias depois)

 
  • Abordagem por processos
  • Definição dos processos e suas interacções
  • Documentação Vs Comunicação
  • Definição do Sistema de Gestão Documental no que se refere a:
      - níveis de documentação;

      - interligação dos vários níveis da documentação;

      - emissão, aprovação, revisão e actualização de documentos;

      - manutenção do Sistema documental;

  
 
3º dia(15 dias depois)

 
  • Formas divulgar/formar os colaboradores
  • Definição de metodologias para gestão de recursos e realização
            - definição de competências e formação

            - infra-estruturas e ambiente de trabalho

            - aplicação das cláusulas do ponto 7

 
  
4º dia(1 mês depois)

 
  • Implementação da Melhoria

             - O ciclo da melhoria

             - Tratar e analisar dados

             - Gerir um programa de auditorias

             - A revisão pela gestão

             - Dinamizar a melhoria

 

 
4 – METODOLOGIA

Serão usados métodos activos e de descoberta de forma a promover a participação e o empenhamento dos participantes em casos práticos.

Sábado, 1 de Janeiro de 2011

Processos

 4.1 da NP EN ISO 9001:2008
"...
 
A organização deve:
 
a) identificar os processos necessários para o sistema de gestão da qualidade e para a sua aplicação em toda a organização (veja-se 1.2);
 
b) determinar a sequência e interacção destes processos;
 
c) determinar critérios e métodos necessários para assegurar que tanta a operação como o controlo deste processo são eficazes;
 
d) assegurar a disponibilidade de recursos e de informação necessários para suportar a operação e monitorização destes processos;
 
e) monitorizar, medir e analisar estes processos;
 
f) implementar acções necessárias para atingir os resultados planeados e a melhoria contínua destes processos.
 
Estes processos devem ser geridos pela organização de acordo com os requisitos desta Norma.
 
Caso uma organização escolha subcontratar qualquer processo que afecte a conformidade do produto com os requisitos, a organização deve assegurar o controlo sobre tais processos. O controlo de tais processos subcontratados deve ser identificado dentro do sistema de gestão da qualidade.
 
NOTA: Convém que os processos necessários para o sistema de gestão da qualidade acima referido incluam processo para gestão de actividades, provisão de recursos, realização de produto e medição.
 
 
Remete-nos para a definição de processos, do seu planeamento, controlo e melhoria.
 
Mas o que são afinal processos?
 
A NP EN ISO 9000:2005 – Sistemas de Gestão da Qualidade – Fundamentos e Vocabulário no seu ponto 2.4 diz o seguinte:
 
2.4 – Abordagem por processos
 
Qualquer actividade ou conjunto de actividades que utiliza recursos para transformar entradas em saídas pode ser considerada um processo.
 
Para o funcionamento eficaz das organizações, estas têm de identificar e gerir numerosos processos interrelacionados e interagindo entre si. Frequentemente, a saída de um processo constitui a entrada do processo seguinte. A identificação e gestão sistemáticas dos processos de uma organização e, em particular, das interacções entre processos, constituem a designada “abordagem por processo.
 
Dito assim um processo pode ter dimensões muito diferentes pois é referido que pode ter uma actividade ou um conjunto de actividades, sem dizer o que significa “um conjunto”.
 
Seguindo a definição, estrelar um ovo pode ser um processo. Estamos a falar de várias actividades: por a frigideira em cima do fogão, ligar o fogão, por a gordura, partir o ovo,…
 
Para a realização destas actividades é necessário assegurar a existência do ovo e da gordura (matérias-prima) e as regras(procedimento) sobre a forma de estrelar um ovo, ou seja um conjunto de condições prévias ou se quisermos dizer de outra forma de Entradas. É também indispensável a existência de um conjunto de Recursos como sejam a frigideira, a pessoa, o gás, … Sem isto não poderemos ter o ovo estrelado ou seja as Saídas.
 
Ainda na mesma sequência Cozinhar também pode ser um processo. Com um número muito superior de actividades.
 
Não existe uma receita que defina por quantas actividades pode ser composto um processo. No entanto é aconselhável que não se enquadrem nos extremos, leia-se, não sejam nem muito pequenos nem demasiado grandes.
 
Identificados os processos é necessário definir a sua sequência e interacção. Esta definição é normalmente apresentada em forma gráfica.
 
Cada um dos processos constantes do esquema deve ser descrito. A descrição deve conter no mínimo os seguintes campos: 
  • Objectivo
  • Âmbito
  • Gestor do Processo
  • Entradas
  • Sequência e Interacção (do processo em causa)
  • Saídas
  • Recursos
  • Medição e Monitorização
  • Documentos Associados
 É, no meu entendimento, uma das cláusulas mais importantes.
 
 
Ainda neste âmbito, merecem especial referência os subcontratados. Subcontratados são fornecedores e eu trato-os como tal.
 
 
Penso que a questão que se coloca não é a de saber se os tratamos ou não como fornecedores. A questão é a de saber como tratamos os fornecedores.
 
 
Por isso a questão é mais a de saber; se consideramos os processos subcontratados dentro do Sistema de Gestão da Qualidade ou não e que tipo de tratamento damos aos fornecedores.
 
 
Penso saber, que antes desta alteração, existiam muitas organizações que não consideravam estes processos no seu sistema de gestão da qualidade, sacudiam a água do capote, alegando que se tratava de subcontratados. Agora terão que considerar.
 
 
E ao considerar tem que tratá-los como de actividades suas se tratasse, ou seja tem que definir metodologias que permitam o planeamento, a realização o controlo e a melhoria dos mesmos.
 
 
Esta cláusula está em estreita ligação com a 7.4 de título Compras que engloba a Selecção e Avaliação de Fornecedores.
 
 
E para definir metodologias para avaliar fornecedores é necessário conhecer muito bem o negócio da organização, que importância tem cada tipo de fornecimento, etc.
 
 
No meu entendimento o que é necessário fazer é:
 
 
  • se existem processos subcontratados, considero-os no mapa de processos e trato-os como os restantes (com as devidas adaptações necessárias a cada realidade);
  • na definição de tais processos identifico a importância do mesmo e cruzo a forma de controlar o processo com a avaliação de fornecedores;
  • os critérios e até as metodologias a definir para a avaliação de fornecedores são diferentes consoante o impacto do fornecimento na actividade da organização;
  • um fornecedor cujo fornecimento é a realização de um dos principais processos da actividade da empresa tem que estar sujeito a um controlo mais rigoroso.

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